Sem motivos, sem perguntas

Ele estava ali, e eu também estava. Ele, porteiro, meia idade. Homem sem graça, sem charme. Magro, judiado da vida. Rosto levemente sulcado pelas noites mal dormidas. Opção profissional sofrida, mas confortável. Porteiro, típicos "boa noite, madame", rosto sempre sério.

Pedi para usar a o banheiro da guarita, e ele, sem jeito, deu uma desculpa que outra, certamente pelo fato de que o banheiro estava imundo, para não deixar. Entrei igual, sem pedir mais licença, e ele resignou-se. Entrei, baixei a tampa do vaso mal limpo, e pedi que entrasse ali, para me ajudar, abrindo uma fresta da porta, no apertado espaço. Desconfiado, ele espiou, todo constrangido. Mas não ofereceu resistência quando o puxei pela cinta, mediante um "anda logo".

Desprezei sua expressão perplexa, e apenas fui ágil pra abrir-lhe o fecho da calça social. Com uma mão segurei sua nádega magra, com a outra, puxei com a mão meio fria seu pênis fino e flácido. Ele resistiu neste momento, constrangido. Mas não foi preciso muito, apenas enfiei minha boca pelo fecho, e suguei de uma só vez seu pinto para dentro da minha boca. Agora com as mãos em suas nádegas, sugando sonhar e com força.

Não foi exatamente uma garganta profunda. Seu pênis era pequeno, e inundei de saliva para não ter tempo de sentir gosto. A pia ficava quase encostada no meu ombro, ele em pé, eu sentada na tampa do vaso. Mais uns bochechos com seu pênis na boca, e já estava ereto. Cuspi a primeira saliva na pia, para limpá-lo bem. E alguém parecia estar procurando ele fora, no hall do prédio, e ele ficou muito nervoso. Ignorei, e o segurei. Abri completamente a boca, de modo a ficar com a língua passando em seu escroto quando puxava com força. 

Eu arriscaria supor que tudo levou em torno de 5 minutos. Talvez uns dois a mais. Não mais que isso. Sua bunda se contraiu, e seu primeiro ímpeto foi o de empurrar minha cabeça, como se não quisesse acabar na minha garganta. Firmei, e o segurei, apenas intensificando as estocadas que eu forçava
agarrada em suas nádegas, puxando ele com força pra mim.

De contraídas, suas nádegas passaram a trêmulas. Descontrole. Seu quadril agora movia quase sem controle dele. E as pernas, tremendo, falhavam. Um gemido perturbado, arfante, quase um urro abafado pelo próprio medo. Parecia não ter fim. Uma mão na minha cabeça, outra no meu ombro. E finalmente, resolveu me puxar. Uma gota amarga brotou de sua glande fina e dura. Quente, de textura cremosa e viscosa, quase endurecida, de gosto difícil de suportar. Seguiu-se de jatos salgados, ralos e esparsos. Parecia um pequeno chafariz sem força. Seus pés batiam.
Uns segundos, e ele parecia ter corrido uma maratona. Arfante, literalmente me empurrou. Mesmo rala, aquela porra mancharia minha saia, que era preta. Ele empurrou o pinto melado para dentro das cuecas desatualizadas, e espiou para fora do banheiro. Enquanto eu cuspia a porra na pia, escutei-o desculpando-se com alguém pela demora ali fora, atendeu, apressado, entregou algumas chaves, e disfarçou um pouco. Em seguida, colocou a cabeça na porta: "Se a senhora quer sair, pode ser agora".

Limpei a boca numa toalha de papel, e saí.


O meu cunhado já me esperava na calçada, suspeitando que eu tinha ido embora. Me olhou aliviado, e disse que se assustou ao notar minha ausência. O tranquilizei. Afinal, eu jamais faltaria à formatura de minha sobrinha querida. Então a esposa dele chegou com o carro, que até então manobrava na garagem, para nos pegar. Estávamos quase atrasando!


A noite foi alegre e incrível na festa da formatura! Pena que meu marido não foi, teria se orgulhado da sua sobrinha também. Ela estava linda, e os drinks estavam ótimos! 
Mas não houve drink que apagasse aquela gota amarga da minha língua. Era fato. Eu vou custar a acostumar com a porra deste homem. Mas amanhã estarei de volta. Um dia acostumo. Mas ele, cuidarei para que jamais acostume.
__________________
Nota:
Não. Isso NÃO É um conto. Aconteceu.





5 comentários:

  1. Todos dias entro pra ver se tem postagens novas....
    Não suma tanto baronesa

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  2. ótimo conto, como sempre aliás, os contos são sempre magníficos, bem escritos, sem exageros...
    Como sempre de parabéns pelo conteúdo Baronesa
    Mas por favor, não suma por tanto tempo, sinto saudades.

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  3. Você é simplesmente incrível! Não há como não te admirar e invejar o seu marido que tem o prazer de ter uma mulher única ao seu lado!

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  4. Baroneza, vc não existe... Sou seu fâ...
    Delicia a caso...
    Com eu queria ser ser marido.. Vc é incrível...

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  5. Fantástico. Seria bom ter algumas fotos de partes suas, Baronesa.
    Digo partes em tom de mistério, não o erotismo de mostrar.
    Situação muito, muito excitante.

    Drake.

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