Sexo ao natural e sem qualquer reserva em casa

"Boa noite Baronesa maravilhosa da Hungria!

Escrevo esta carta virtual para parabenizar o excelente blog que você participa ou criou na internet brasileira. Moro em Roterdã há quase duas décadas e foi aqui que encontrei o ponto mais alto da felicidade. Conheci uma família com quem morei os primeiros dois anos que vivi aqui ainda adolescente, quando vim por causa do serviço de meu pai viúvo, que trabalhava em regime de dedicação extrema, e não podia ficar comigo.

Esta família especial e amorosa me ensinou a viver a vida pela mais linda visão das coisas. No início, eu estranhava o que me parecia excesso de liberalidade e libertinagem. Com o tempo senti que isso era apenas uma forma livre de expressar o amor, e vi também que muitas famílias da região tinham os mesmos hábitos. Além da constante naturalidade com a nudez, a sensualidade é diferente. 

Não existe o medo e insinuações tão comuns em países como minha terra amada, o Brasil. No Brasil, que visito todos os anos por alguns meses, me sinto sempre reprimida e com medo. Os homens parecem ter perversidade controlada apenas pelas leis duras. Na Holanda, não vivo este medo, pois somos realmente livres para a sexualidade sem barreiras.

Eu via meus novos familiares viverem o amor e o sexo quase diariamente, sem aquela visão mistificada, às escondidas. As crianças não são desorientas ao sexo, como se fosse errado. Também não forçam as pessoas à exposição, mas não existe essa culpa absurda pela sexualidade.

Por incrível que possa parecer, cresci nesta família, dos 13 aos 16 anos, e só com 19 decidi fazer sexo pela primeira vez. E escolhi meu parceiro. Eu já havia vivenciado o sexo diante dos meus olhos dezenas de vezes, ensinada sobre todos os cuidados de saúde física e emocional por minha mãe de criação, e até a masturbação me foi ensinada sem tabus. E era saudável me masturbar ouvindo e vendo meus pais de criação fazendo sexo, às vezes por amor, às vezes por pura diversão. Fui convidada a participar algumas vezes, e sempre bastou recusar conscientemente para ser respeitada. E isso só me fez bem.

Hoje tenho uma linda família, um marido amoroso e carinhoso, e uma sexualidade muito saudável e tranquila. Nossos filhos estão bem encaminhados, sonham em seguir nossas profissões como Arquitetos, e são exemplos de seres humanos, sempre dispostos a ajudar e contribuir para um mundo melhor. Afinal, se tem uma coisa que eles veem todos os dias entre seus pais, familiares e amigos, é exemplo do quanto o amor pode fazer felizes todas as pessoas.

Entendo que no Brasil algo assim não terminaria bem, o povo me parece muito diferente. As pessoas são violentas até quando são pacíficas. Mas para aqueles que conseguem ter uma visão de que no mundo as coisas podem ser diferentes, eu gostaria de compartilhar essa visão. E este blog está de parabéns, por me parecer ser um pequeno indício de que um futuro diferente e mais ameno pode ser esperado.

Meus parabéns, e obrigada pela paciência, desculpe pelo Português brasileiro meio confuso, pois perco um pouco a prática pelo tempo sem exercitar.
Cumprimentos"
Martha  (Roterdã - Holanda)



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Minha lida, o que posso dizer para você? Adorei sua carta! Sua experiência é encantadora. Embora diferente da minha, que não foi uma liberdade que veio de família, mas sim da indiferença das pessoas à sexualidade jovial, entendo muito bem as coisas que você disse.
E seu português é perfeito. Muito melhor do que o da maioria dos brasileiros que me escrevem. (risos, muitos risos!).

Beijo, e obrigada pela participação. Escreva sempre para: baronesahungara@gmail.com
Baronesa Hungara


11 comentários:

  1. Não vou aprofundar nas coisas, mas o Tabu é um invento da maioria das sociedades com propósitos bem claros de interesse próprio, sejam territoriais ou controle familiar.

    Ou seja, não era pra ser errado, e sim natural tudo o que foi descrito na carta, em toda a sociedade. Minha familia é liberal em ideais também, tive minhas primeiras experiencias com irmãos e primos, e mais tarde com um tio meu. Vivenciei noites de amor dos meus pais varias vezes e sempre achava lindo, falavamos abertamente de sexo e sempre que eu tinha duvida os consultava, até mesmo aprendi sobre masturbação e descobrir seu corpo com meu pai.

    Tudo isso contribuiu para eu ser uma jovem estudada, formada, casada e com dois filhos, e fazemos o mesmo. Ou seja, a sociedade é preconceituosa demais ainda em tudo

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  2. Olá, Anônima.
    Você pratica sexo com seus filhos?

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    1. Não Alex. Minhas tias iniciaram meus primos, mas não sei se tenho cabeça pra isso. E ainda são novos, mas eu dou liberdade para me acompanharem em minhas transas com meu marido na cama, logicamente apenas nos observando, eles aprendem muito sobre educação sexual nisso e também sobre o amor e respeito entre dois individuos na cama, e sem contar que estreitam demais os laços da nossa familia.

      Somos mais confidentes e temos mais harmonia em casa do que qualquer outra familia padrão. Nem me lembro da ultima vez que brigamos por aqui. Mas sei que a puberdade está chegando e eles ja tem curiosidade de me tocar pra saber sobre o corpo feminino. Os meus seios, minha vagina, a curiosidade é enorme mesmo, mas sei que eles se "empolgam" também, impossível evitar. E somos bem grudados também, amamentei eles até os 4 anos de idade cada.

      Mas sexo, eu nao consigo ver isso ainda mesmo, agora. Mas sinceramente, quando chegar a hora, vou estar pronta pros dois, e quero que seja perfeito pra eles

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    2. Querida anônima,vc tem algum email pra contato?adoraria conversar com vc,me identifiquei com a história

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    3. Ain, soh cheguei aqui por que pesquisava sobre liberalismo familiar e comunidades liberais no interior de Mina rs. Achei interessante, apesar de notar que o conteúdo é mais fetiche, mas acho que o dono do blog entende nosso modo de vida em comunidade liberal. Mas não sei se estaria disposta conversar rs. Vou pensar rs. Gosto de ouvir respostas em comentarios

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  3. Meu sonho é que a sociedade possa ser assim um dia, livre de Tabus, só vivendo do amor. Não existe pai, mãe, filha, filho. Existe apenas AMOR

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    1. Concordo com você. É tudo construção da sociedade isso, era pra ta todos se amando.

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  4. Um casal sem tabus perante os filhos19 de novembro de 2015 01:00

    Na verdade os tabus é algo criado pela sociedade. Meu nome é Marta, tenho 35 anos, casada, o meu marido é Luis e tem 34, ambos com curso superior e um bom nivel de vida. Possuimos 2 filhos, uma menina com 8 anos e um menino com 5 e foi quando grávida do menino que colocamos de parte certos tabus. Consentimos que êles assistam quando nós praticamos sexo.. Certamente que muitos condenam este procedimento, mas nada nos importa as criticas alheias. Tudo teve inicio quando grávida do meu filho, ao falar com a minha filha, de 3 anos incompletos, disse-lhe que iria ter um irmão, que logo perguntou onde êle estava. Desnundei a minha velumosa barriga de 8 meses e disse-lhe que estava ali dentro. A sua pergunta imediata foi, como êle entrou para dentro de ti. Expliquei-lhe que não entrou como bébé, estava alí a formar-se, graças a umas sementes do papá. Fez-lhe uma certa confusão e perguntou. ENGOLIS-TE AS SEMENTES NA SOPA? Não querida, foram colocadas aqui; mostrando-lhe a minha vagina. COMO É QUE O PAPÁ COLOCOU AS SEMENTES AÍ? Estava dificil uma resposta, noentanto pensei falar com meu marido se concordava em demonstramos, na frente da filha, como haviam sido colocadas. Disse-lhe que iria falar com o papá e logo via se êle tinha ainda algumas . A curiosidade da minha filha tinha ficado incompleta, pois continuou a perguntar: COMO TIRAS O MEU IMÃSINHO DA BAÍGA? O teu irmão irá sair por aqui e mostrei-lhe novamente a minha vagina, é por aqui que normalmente são tirados os bébés. QUANDO EU FOR GANDE, PARA TER BÉBÉS TÊM QUE COLOCAR SEMENTES EM MIM? Sim querida, quando casares, será o teu marido a colocar as sementes. EU GOSTAVA DE VER COMO FORAM COLOCADAS AS SEMENTES EM TI. Irei satisfazer esse teu desejo. Falei com o meu marido. Êle ficou incrédulo com a ideia, mas acabou por concordar em praticarmos sexo na frente da filha, pois sendo um acto tão vulgar entre casais, porque razão será o mesmo visto como algo vergonhoso e sempre, feito sempre ás escondidas. Certo dia decidimos chama-la para o nosso quarto para ela ver como eram intreduzidas as "sementes". Ficou radiante por ir ver intreduzir as "sementes". Ela estava habituada a ver-me nua, nunca tinha visto a nudez do pai, ficando admirada ao ver o que êle tinha entre as pernas. Um pénis bem rijo, pronto a penetrar-me. Dado o meu adiantado estado de gravidez o meu marido não podia deitar-se sobre mim. Optamos portanto a posição comigo de costas na beira da cama com as pernas levantadas e abertas e o meu marido de pé entre estas: antes porém acarinhamo-nos e beijamo-nos sob olhar atento da nossa filha, preparando-se para me penetrar, o que lentamento foi fazendo. A nossa filha aproximou-se para observar bem o que ia suceder. Ao ver que o pénis entrava todo, exclamou: PAPÁ NÃO FAÇAS DOER Á MAMÃ COM ISSO TUDO DENTRO DELA NEM AO BÉBÉ QUE ESTÁ TAMBÉM LÁ DENTRO. Apesar da posição em que me encontrava e naquele momento tão delicado, ainda consegui dizer-lhe: nâo te preocupes querida que está tudo bem.Recordo-me anda que tanto eu como o meu marido atigimos o orgasmo, ficando completamente inundada de experma, que escorreu em abundância logo que o meu marido saiu de dentro de mim. A MAMÃ SOFREU MUITO? Ñão filhinha: GEMES-TE TANTO QUANDO AQUILO DO PAPÁ ESTAVA DENTRO DE TI, QUE JULGUEI SER COM DORES. FICOU OUTRO BÉBÉ NA TUA BAÍGA? AS SEMENTES FICARAM DENTRO DE TI? Nada disso aconteceu, as "sementes" que o papá meteu dentro de mim não se conseguem ver, o teu irmã empurrou tudo para fora, estão neste liquído que agora escorre da mamã.Assim nossa filha ficou satisfeita com a lição e partir desse dia nunca mais fechamos a porta do quarto quando transamos, excepto se tencionamos praticar sexo oral e nesse caso só após estes preliminares destrancamos a porta; pois parece-nos não ter ainda idade para conhecer todas as formas de fazer amor. Daqui por alguns anos sim, poderão assistir á outras formas de fazer amor. Nunca mais lhe dissemos o que tencionamos fazer, mas ela e o irmão, sempre que de tal se apercebem entram no nosso quarto, ficando a observar-nos

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  5. A nossa filha, com 4 anos de idade, entrou no nosso quarto numa certa tarde em que, julgando que ela dormia, praticava sexo com o meu marido. Manteve-se tão silenciosa que só no final de-mos pela sua presença. Perguntou o que estavamos fazendo!- Evidentemente que não tivemos coragem para explicações, apenas disse-mos estar brincando. Não sabemos se ela esqueceu o que viu ou se ficou convencida que realmente era uma simples brincadeira. Portanto, embora a maioria da sociedade não concorde, consideramos que o tabú existente em redor da prática sexual, embora não repentinamente, deveria ser aos poucos e poucos extinto.

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  6. Um casal sem tabús22 de junho de 2016 16:40

    Sou de opinião que o sexo não fosse algo praticado ás escondidas e houvesse um maior esclarecimento sobre o mesmo entre os pais e os filhos mesmo ainda crianças, como parte da educação sexual dada nas escolas, demonstrando-lhe, até na prática, não ser nada vergonhoso, mas sim algo praticado pelos adultos, indispensável para a sobrevivencia da humanidade.

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