A Influência da Televisão

M. L., uma senhora de Porto Alegre que acompanha o Blog, me mandou uma pergunta dentro de um lindo e-mail (enviado para baronesahungara@gmail.com) elogiando o blog as postagens:
"Tu não acha que a televisão tá muito mais pornográfica e diseducativa do que o teu blogue e as pessoas nem reclamam nada de lá"?

Tem personagens de novela retratando como um
universo divino e maravilhoso o das modelos que
se prostituem. Lógico, elas até passam por um apuro
que outro, em nome do interesse em manter a crítica
menos severa. Mas nem de longe colocam os reais
perigos. O que mostram ainda é mais atrativo do que
a vida da maioria das meninas brasileiras.
Eu já me prostituí pelo simples fetiche de ser desejada
ao ponto de ser recompensada pelo prazer que
causava em ser simplesmente vista nua por homens
40, até 50 anos mais velhos que eu. Ser estuprada por
homens afoitos e que gozavam rápido no meu corpo
quase infantil era menos depreciável do que a maioria
das mulheres sente ao serem "estupradas" por maridos
que odeiam, mas com quem casaram por dinheiro.
Mas os riscos reais que corri, eu bem sei, e a novela
não mostra. Isso se ensina de pai e mãe para filhos.


É tanta coisa que passa na TV, tanta ideologia sendo vendida conforme interesses do mercado, que acho até ridículo ver as pessoas falando de influência televisiva. As mesmas pessoas que criticam a erotização são adeptas de diferentes tipos de bestialização das pessoas pela mesma TV que querem santificar.


A Televisão não nasceu para ser educativa. Nasceu para ser o novo circo de um povo com pouco pão.
Logo, não pretendo que os valores que minha filha aprenda venham dali, por isso não fico pirando com este tipo de reflexão sobre os malefícios sociais dessa caixinha de mentirinhas.

Gosto de escolher o que vejo, e crio meus filhos com os valores que acredito. A exposição à pornografia que anda rolando nas novelas, as visões alternativas que andam sendo pregadas, só me preocupam em um sentido, que é ela perceber o quanto essa sociedade que tem aquilo por entretenimento é diferente dos valores que ela aprende. Até pelo motivo de que ela não tem a mesma orientação sexual que é combatida e defendida pelos haters das opiniões. Ela sabe muito bem, assim como a mãe dela, que a vida vai construindo seu curso pelas escolhas que vamos fazendo junto às pessoas que amamos. 

Uma televisão que prega que a mulher independente é a que tem direito até
de ser escrava da moda. Mas não de seus instintos. Quem se importa com isso
devia se preocupar em dar outras fontes de educação para seus filhos.
Se ela quiser ser depravada como a mãe no futuro, basta que tenha estudado o que a mamãe estudou, tirado as notas boas que a mamãe tirou, encontrado as pessoas boas e más na vida que a mamãe encontrou, e se mantido viva, saudável, segura e com a cabecinha sempre aberta e boa para ajudar as pessoas a serem felizes como ela mesma gostaria de ser.

Talvez por isso a televisão não me preocupe tanto.

Um comentário:

  1. com estas imagens, o nosso desejos carnais vão ao extremo. tesão

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