Os Nomes Que Não Me Lembro

Há muitos nomes que não lembro mais. Mas lembro de gostos de paus estranhos, dos quais acho que jamais me esquecerei. Um deles é de um rapaz que chupei em Porto Alegre, quando trabalhava estagiando no Bairro Rubem Berta, numa comunidade carente. Ele era pai de uma das crianças que a gente atendia na ONG. Ele era o pai mais encantador que conheci. Atencioso, educado, trabalhador, e apesar de muito humilde, era gentil. Viúvo bem novinho, e cuidando do filho pequeno sozinho. O menino sofria de problemas visuais, a ONG fazia a triagem desse tipo de problemas.
Um dia, na longa espera, cuidei de fazer com que a dele, que era um pai zeloso e dedicado, fosse mais agradável enquanto o garoto se divertia no parquinho inflável que montamos. E isso se repetiu por alguns vários e deliciosos momentos.
Não lembro o nome dele. Mas lembro que repeti algumas vezes quando dormia, durante sonhos que não lembro, mas que meu marido conta que eu falava enquanto dormia. O mal de não lembrar. Mas de nunca esquecer.
 



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